terça-feira, 3 de abril de 2012

A Esperança é a última a morrer. As baratas também.

Ontem vieram contar-me que uma das administrativas teve uma avaliação pouco satisfatória e que o Director que a avaliou fundamentou esse resultado explicando que ela causa muitas quezílias e que as pessoas se queixam de que ela é pouco colaboradora no trabalho. Diz que a cachopa não ficou nada contente.

Eu nem opinaria, não fosse o facto de ela ser, de entre todas as secretárias, a que me assiste mais directamente. Por isso estou em condições de dizer que o que o Director lhe disse é a mais pura das verdades (ok, se fosse eu a falar com ela ainda acrescentaria um "ah, e consta que és uma intriguista de primeira apanha").

Ao almoço, quando se falava do desgosto da miúda, eu expliquei que acho que isto até pode ser uma coisa boa para ela. Mesmo. É que eu duvido que quando uma pessoa nos disseca ponto por ponto características e comportamentos que nos impedem de ser melhores, nós não repensemos a nossa forma de ser e de estar. A mim já mo fizeram, e que remédio tive eu se não engolir em seco e alterar a minha postura (ok, passei uma semana a bradar aos céus a ousadia do que me tinham apontado, mas a verdade é que acabei por reconhecer a verdade das críticas e lá arregacei mangas para mudar). É uma espécie de dor de parto: custa mas leva ao nascimento de uma nova pessoa.

E qual seria a maravilha de estar vivo se não pudéssemos mudar e melhorar ao longo da vida?

Os meus colegas não concordam comigo. Acham que ela vai continuar a besta do costume. 

4 comentários:

João Roque disse...

Até pode acontecer; mas aí é sinal de que além de tudo aquilo que já lhe apontaram, também é burra!

Anónimo disse...

Não obstante eu concordar com a questão inerente ao desejo de aprendizagem que pode sobrevir das críticas de que alguém é alvo, creio que a eventual "barreira" à assimilação, não está apenas na "pseudo burrice" que lhe assiste. Há muito boa gente que teima em manter-se "fiel a si mesma", doa a quem doer,..., deixando o orgulho falar + alto ou adoptando uma postura de vítima! Infelizmente, na maior parte dos casos a postura da pessoa só se altera depois de ocorridos muitos episódios similares...LOL

João disse...

:)

Backpacker disse...

Anónimo:

Eu sou um homem crente na mudança. na minha e na dos outros =)