segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Aquela noite tão especial

Hoje temos uma noite especial. Aquela noite que aquece os corações e derrama sobre os Homens a esperança num mundo melhor. Dizem que à medida que vamos crescendo o Natal perde o sentido... as pessoas queridas vão morrendo, o entusiasmo vai-nos abandonando e às tantas deixa de ser pouco mais que uma data em que comemos mais e somos obrigados a estar felizes.

Pessoalmente, acredito que algo de muito especial se passou nesta noite há 2000 e tal anos atrás (ou noutra qualquer, que não sou purista) e isso, por si só, já é motivo para me alegrar.

Este Natal, no entanto, traz matizes de maior união e cumplicidade com os que me são queridos, mas isso será tópico para outras núpcias.

E agora tomem lá uma muito especial sobre esta noite tão mágica (é favor ignorar os gemidos pouco natalícios da Jessica Simpson):

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

I believe this is the begining of a beautiful friendship

Ela chegou ontem e desorganizou-me a semana toda: a minha homóloga na filial Brasileira veio passar uns dias a Portugal!



Tudo começa com ela a entrar pela empresa adentro a gritar o meu nome a abraçar-me (para gáudio dos restantes presentes). Depois trata-me pelo meu diminutivo sempre que a apresento a um dos diretores. Quando fala com os colegas daqui trata tudo por "amor", "querido/a", e não se cansa de dizer como é "gostoso demais" estar aqui comigo a preparar o crescimento do Departamento.

Resultado: quando estou numa reunião sem ela, todos os Diretores me perguntam quando é que lhe dou um "aperto" (os homens são tão porcos divertidos, pá!), ou então tratam-me pelo diminutivo e falam com sotaque... tem sido um fartote.

Hoje traz-me uma lista de restaurantes para irmos jantar logo que o nosso CEO lhe preparou (Bica do Sapato, Olivier Tivoli, Papa Açorda, e afins) e quando lhe digo que é tudo bons sítios e que assim vai ser difícil escolher ela responde "Ai ...zinho, é simples: eu quero é ir no sítio que tenha os caras mais bonitos. Não atravessei o Atlântico para a gente se enfiar nalgum sítio cheio de velho ou gente feia!"   

Eu já disse que a acho fantástica?




domingo, 16 de dezembro de 2012

K.O.

Olha Mestrado, é assim:



Podes deixar o chão à volta da minha secretária neste estado e fazer-me dissertar sobre despedimentos em vez de me deixares fazer aquilo que as pessoas normais fazem de noite (i.e. dormir!) mas ficas a saber que já tenho as prendas todas compradas e embrulhadinhas. Operação Compras de Natal 2012 concluída: incha poooooorco!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Século XXI

Fazer ginásio para tonificar.
Correr para queimar calorias.
Fazer julgamentos, preparar processos, analisar contratos, passar horas em reuniões, viajar por meio mundo, fazer apresentações, não dar parte fraca, controlar despesas corporativas.
Assistir ao maior número possível de filmes, peças de teatro e óperas.
Ler bastantes livros.
Meditar para não dar em louco.
Conviver com os amigos.
Estar presente sempre que for necessário.
Passar tempo de qualidade com a família.
Aproveitar as oportunidades possíveis para demonstrar o nosso amor aos que nos são queridos.
Ter cuidado com a apresentação.
Não deixar crescer demasiado a barba, mas também não a cortar mais do que é necessário.
Acabar o Mestrado.
Viajar de férias sempre que possível.

É isto que se espera, não é?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Em branco

No outro dia no final de uma aula uma colega do Mestrado entregava-me uma pilha de papelada, da qual qual caiu qualquer coisa. Quando lhe perguntei de que se tratava ela respondeu que era apenas uma folha em branco.




E quando olhei para o papel vi ali uma clara ilustração da minha vida social desde que comecei o Mestrado.

Ok, com um ou outro rabisco, vá.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Facto



Um dos grandes inconvenientes de se usar fato é que quando um colega nos beija no elevador é muito mais difícil disfarçar o que estivemos a fazer quando entramos no escritório.

Ou, como reza o brocardo: res ipsa loquitur.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Run your life away

Adoro esta foto. Tirei-a no passado dia 8 de Dezembro, quando corria à beira Tejo de manhãzinha. Recorda-me a cidade fantástica que é Lisboa e a magia de correr:



Confesso que nunca fui dado a isto das correrias: até há bastante pouco tempo só me dedicava ao ginásio. No entanto, em Março do ano passado um colega meu desafiou-me para começar a correr com ele. Eu lá lhe expliquei que pessoas despassaradas e pastelonas como eu não são a melhor companhia para quem queira correr a sério e que o meu nível de preparação para as corridas deveria equivaler ao das senhoras de 50 e poucos e que atravessam a ponte 25 de Abril em 6 horas quando organizam aquelas corridas da mulher e afins.

Ele lá respondeu que era melhor assim, porque representava um desafio adicional: ia ser o meu treinador e ia pôr-me a correr como deve ser num par de meses.

Eu ainda resmunguei e aleguei o esforço e desconforto que aquilo me ia trazer, mas no fim acabou por prevalecer o argumento mais racional: o gajo era giro. E assim começámos a correr, a treinar, a fazer abdominais, flexões, alongamentos,... tudo o que manda o figurino.

E agora, passado quase um ano, a verdade é que adoro. Gosto muito de correr ao fim do dia, quando me distraio das questões do trabalho que tenham ficado pendentes, mas confesso que a minha preferência vai para as corridas matinais. Não há nada que pague acordar cedinho e sentir o vento fresco e o cheiro do rio pela manhã, para depois regressar a casa e sentir que ainda temos o dia todo pela frente mas que já temos a nossa quota-parte de exercício no bucho.

É uma cena assim para o libertadora, diria eu.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Os 30 são os novos 20


Ele - "Ainda temos tempo antes do teatro. Podemos passar ali naquela loja para eu namorar um aquecedor?"

Eu - "Pá, é sexta-feira à noite e eu vou namorar um aquecedor... Confesso que tinha melhores expectativas para a minha vida social dos trinta."

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Eu e os geeks e as surpresas

Trabalhar aqui é ter um bando de malucos que me entra pelo gabinete e diz:

"Larga lá a papelada que hoje vens almoçar connosco e depois vamos levar-te às instalações onde fazemos a tecnologia que tu tanto descreves nesses contratos aborrecedores."

E é ver-me perder a noção de tudo e a brincar com as naves e com os radares e fingir que sou o Darth Vader.

Enquanto aqui estiver muita coisa se poderá dizer do Responsável Fincanceiro, do Responsável de RH e dos Responsável de Operações. E depois outras coisas se poderão dizer do (ir)Responsável Jurídico.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Paul McKenna é a minha relação mais duradoura

2009 foi o ano em que me rendi aos livros de auto-ajuda: comprei 4. Acho que pelo menos já ajudei 4 vezes quem os escreve. E as vantagens em comum que aquilo tem com a masturbação?

sábado, 1 de dezembro de 2012

Epílogo

Ela antecipou o casamento porque sentia que a Avó já cá não andaria muito mais tempo. A Avó alertou-a de que se morresse entretanto queria que ela fizesse a festa na mesma e que estivesse muito feliz nesse dia (as pessoas ficam bem mais lúcidas quando sabem que se aproxima a sua hora).

Felizmente não morreu antes do casamento, pelo contrário: esteve lá a irradiar uma força e felicidade invejáveis. Quando a minha afilhada regressou de lua-de-mel a Avó foi internada e, durante a visita no Hospital, fez questão de ter uma última conversa com a Neta, dando-lhe conselhos sobre a vida de casada e do que ela deveria fazer para ter um casamento feliz.

Esteve mais uma semana internada e faleceu hoje.

Por muito trsite que isto tudo seja e que a minha afilhada esteja, não deixo de concluir que a Vida é uma missão muito bonita. E que somos abençoados quando tivemos na nossa vida alguém que a cumpriu em plenitude.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O Tigre mais especial do mundo

O que eu ando doido à espera que isto estreie... Mesmo!

Tudo começou no ano passado, quando li o livro e me rendi: entrou diretamente para o meu Top 5. E depois vai de o oferecer a meio mundo (sim, que adoro oferecer livros que me marcaram para depois ter mais pessoas com quem partilhar as emoções que eles causam): os livros são uma coisa tão mágica, não são?

Agora tenho uma amiga que diz que achou o livro um bocado seca e que aquilo é mais um "O velho e o mar", mas com um tigre em vez de um peixe. Eu adoro Hemingway por isso não levo nada a mal a comparação. Mas o Richard Parker não é nenhum peixe: é bem mais especial. E por isso não percam a oportunidade de ler a sua história e do pequeno grande Pi. É inspiradora, vão ver que não se arrependem.

Aliás, aquela gaja achou o livro uma seca mas já nos agrafámos um ao outro para ir ver o filme assim que sair.



terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Leilão do Padrinho

Breve contextualização da recente ausência:


1 - Escolher pessoas mais velhas para colegas de trabalhos de grupo para o Mestrado porque achamos que são mais responsáveis pode trazer-nos muitas surpresas. E não são obrigatoriamente boas.

2 - A capacidade de os Professores inventarem mais e mais trabalhos para um gajo entregar é como o Universo: até à data ainda não lhe conhecemos o fim.

3 - Chamarem-nos a Espanha para nos dizerem "Se perderes esta ação vais pôr em causa dezenas de postos de trabalho" não é coisa para deixar um gajo muito calmo.

4 - Chatearem-nos a cabeça com uma proposta de trabalho no outro lado do mundo também não ajuda muito à tranquilidade, especialmente acrescida aos pontos 1 a 3.

5 - Somar os 4 pontos anteriores pode deixar a burra nas couves. Felizmente diz que ela sai de lá com muita calma, meditação e carinho. E Bromazepan.

6 - Continuo a odiar Contabilidade.

Passando este breve intróito, passemos ao que interessa: o casamento da minha mais recente afilhada, que foi assim para o BRUTAL. Foi um casamento fora do comum, como não seria de esperar de uma noiva fora de comum.

Sim, que a Noiva chega a casa a barafustar por a cabeleireira se ter atrasado, e que ainda se tem que ir vestir e que o dia não começa e bem e não sei que mais o quê, quando é interpelada pelo fotógrafo que lhe diz: "vá, agora está na hora da noiva se ir pôr bonita para as fotografias", ao que ela responde: "não, agora está na hora de a noiva ir fumar e beber favaios", e é vê-la toda a contente à varanda com um casaco de malha que a cabeleireira lhe emprestou (long story), de véu na cabeça e a fumar, enquanto bebe um copo cheio de favaios.

A partir daí foi sempre a melhorar: sessão de fotos fantástica num palácio que me diz muito, cerimónia linda (ok, o Padrinho da Noiva - a.k.a. eu - conseguiu a proeza de entrar na Igreja 15m depois de a cerimónia ter começado), uma quinta fantástica em Sintra e uma mistura de gente diferente (a malta da política, os artistas, a malta das caravanas de jeeps, ...).

A sala parecia o café do Rick, em "Casablanca" (ou não fosse ela a mulher das caravanas por Marrocos), e começámos logo com fadistas a atuar ao vivo: digamos que ela não se poupou a esforços para ter um dia mágico. Depois foi a loucura do costume...

Ora, a páginas tantas, com a malta já bem bebida, está este que vos escreve a dançar com uns amigos quando é abordado por um amigo do noivo (giro, ele) notoriamente embriagado que enceta o seguinte diálogo:

Ele (enquanto me abraça) - Eu sei que tu és o padrinho da noiva.

Eu (rezar para que ele não me vomite para cima) - Pois, diz que sim.

Ele - Pois...

Eu - Pois...

Ele - E eu sei que tu és gay.

Eu (afasto-o do grupo em que estava e digo mal da minha vida) - Ah... é verdade... também diz que sim. E como é que sabes?

Ele - Contou-me o noivo.

(ah, o que eu adoro quando as pessoas bebem e contam tudo)

Eu (a tentar libertar-me do abraço) - Pois, ok... Olha, agora eu vou voltar a dançar, ok?

Ele (que não me larga) - Eu curto bué gays e até tenho vários amigos gays.

Eu - Olha que bom.

Ele - Vocês são muita fixes porque são mais sensíveis que nós.

Eu - Estás tão enganado. Olha que há para aí uns quantos que te surpreenderiam. Vai por mim: regra geral namoro com eles.

Ele - Está decidido: hoje vamos arranjar-te um namorado. Vou ali ao microfone tratar já disso! (larga-me e atravessa a sala a passos largos empurrando quem estivesse a dançar no seu caminho e só com muito esforço o consegui segurar).

Eu (agora era eu que o abraçava e levava para bem longe do micro) - Tu não podes fazer isso!

Ele - Porquê? (ah, a ausência de bom-senso que o álcool propicia)

Eu - Porque... olha, porque eu tenho namorado!

Ele - Ah, já podias ter dito! ... Olha, és fixe. E se precisares que te arranje um namorado já sabes: falas comigo, que eu gosto de ver pessoas felizes.

E assim se terminou a boda sem o que seria uma nova tradição de sucesso: o Leilão do Padrinho da Noiva.

Quanto ao resto da festa, só posso dizer que foi tão divertida e eles estavam tão felizes! Eu também gosto muito de ver pessoas felizes, é um facto. Ainda que não ande por aí de microfone na mão a tentar espalhar a felicidade.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

My best friends wedding

É amanhã.

Em crianças caminhámos juntos para a Catequese. Mais tarde caminhámos juntos para o Liceu. Ela meteu-me na Política mas falta-me a paixão que ela tem. E eu via-a crescer, orgulhoso. Aconselhou-me e alertou-me para os riscos de algumas escolhas minhas. Foi das primeiras a resgatar-me de um desgosto e arrastou-me com ela por Marrocos dentro de um Jeep, com 2 mochilas e 80 minis.

É uma mulher extraordinária e casa amanhã. Eu sou o Padrinho e não podia estar mais feliz.

A Vida faz tanto sentido.


(e para variar aqui o Padrinho só tratou do traje às 22h da noite da véspera... valha-nos El Corte Inglés)


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Obedeça a tudo, menos ao Amor

Li isto no livro que me acompanha os minutos antes de adormecer (a par d' "O Jogo da Contabilidade", claro... mas isso é tão traumatizante que nem é bom falar), "A confissão da leoa" de Mia Couto.

Pessoalmente acho que é mesmo o contrário: não obedecer a nada excepto ao Amor. E isso explica porque é que, ao contrário do que alguns amigos têm aconselhado, não me sinto capaz de avançar para uma nova relação. Basicamente, o rapaz é fantástico. E está apaixonado... Mais, se eu tivesse que fazer um esboço do que quero numa pessoa, o desenho não andaria muito longe do que ele é (nada mesmo). Mas a verdade é que vá-se lá saber porquê não me sinto capaz de avançar...

E se não me sinto capaz de avançar é porque (só pode) não existe o quoficiente emocional necessário. Porque - e aqui voltamos à Contabilidade, oh céus! - nestas coisas dos sentimentos a coisa é bem mais complexa do que somar vantagens.


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ainda bem que é segunda-feira

A semana passada foi, de longe, uma das mais complicadas deste ano... acho que vou precisar do resto do mês para recuperar!

Na segunda dou por mim a ter que tomar uma decisão essencial para o sucesso (ou não) de um litígio de vários milhões de euros. Foram horas e horas e rever papéis e antecipar estratégias e uma noite sem dormir. Uma vez tomada a decisão acho que o saldo ficou em mais 20 cabelos brancos.

Na terça comunicam-me que afinal surgiu um novo litígio semelhante ao de segunda e o cenário do dia anterior repetiu-se. Começo a ponderar seriamente em prestar votos numa qualquer Ordem religiosa que me tranque na sela de um convento. Diz que a Cartuxa, ali para os lados de Évora, é muito agradável.

Na quarta-feira estava às 5h30 no aeroporto para ir até Madrid. O dia começa com os abraços e beijinhos e a matar as saudades todas daqueles 40 grandes malucos que me testam os limites da paciência todo o santo dia. No entanto, logo se seguiu uma sessão de volta de uma nova base de dados (blarrgghhhh) e uma tarde em reuniões intermináveis. De regresso ao aeroporto informam-me que devido a condições metereológicas o vôo está atrasado duas horas, o que me vale um tremendo jeito nas costas enquanto tento dormir num banco tão confortável como um penedo... chego a casa às 23h00.

Na quinta-feira tento recuperar algum do sono perdido (com pouco sucesso) e dar andamento ao trabalho que acumulei com a ida a Espanha.

Na sexta vou a uma reunião: diz que me telefonaram a dizer algo do género "e que tal ser responsável por uma empresa no estrangeiro?" Sim, que a estar numa semana de decisões críticas, nada como ter que decidir ir viver para trás do sol posto.

Sábado e Domingo foram passados a ajudar a família no campo. Muito trabalho braçal e pouco sono.

E pronto... é nestas alturas em que eu penso que a minha propensão para a loucura deve estar em patamares muito baixos. Manter-me são (dentro de algumas condicionantes, claro) com rotinas destas é prova bastante.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Então

... a ver se durmo um pouco que daqui a umas horas vou ali e já venho.

H as in Happy

No domingo tive uma epifania. Ia a correr à beira-rio de noite (ah, a mudança da hora) e com uma lua cheia fantástica que iluminava o Tejo inteiro todo, enquanto ouvia isto:




E de repente aquela frase que se diz por aí fez tanto sentido: somos felizes não quando alcançamos o que desejamos mas quando desejamos o que temos. E de facto, sem prejuízo de tudo aquilo que ainda quero e sei que alcançarei, percebi que tenho tanto.

As semanas são passadas a fazer o que me apaixona num lugar que adoro com gente fantástica. E os fins-de-semana têm sido cada vez melhores...


(os meninos pelo Ribatejo #1)


(os meninos pelo Ribatejo #2)


(os meninos pelo Ribatejo #3)


(os meninos pelo Ribatejo #4)

(os meninos pelo Ribatejo #5... ou a descoberta da maior coleção de caixas de fósforos da Europa)



(os meninos pelo Ribatejo #6)


(os meninos pelo Ribatejo #7)

(pela Quinta da Regaleira com a futura afilhada, em noite de jantar e teatro)

Nos últimos tempos houve um fim-de-semana a dois pelo Ribatejo profundo, um jantar seguido de teatro na Quinta da Regaleira com a minha futura afilhada de casamento, e neste último sábado um final de tarde soberbo a saborear um Tinto num local com uma vista única e na companhia de pessoas apaixonantes, com quem jantei a seguir e depois dançámos pela noite adentro no Roterdão. No domingo o almoço reuniu a família toda e à tarde houve caminhada com os papás ao sol perto de Belém.

É. De facto eu desejo muito o que tenho.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Quando trazemos o mundo em vez de fotografias

Ontem estive a arrumar umas fotos de São Paulo e dei por mim a recordar-me de um jantar com uns amigos paulistas num restaurante onde fui convidado pela minha amiga de Curitiba... Eles foram incansáveis e acho que aquela estadia foram os únicos 7 dias seguidos de 2012 em que jantei em restaurantes fantásticos (e estupidamente caros, é um facto, mas como nunca paguei a conta acaba por ser tudo muito lindo).

Este ano, em termos de viagens, tem tido uma constante que adoro: viajar por minha conta e risco e contar com a ajuda de habitantes locais para conhecer melhor o destino (sim, sou avesso a agências de viagens)... foi assim em Bilbao, onde contámos com o Diretor da B., que foi um porreiraço e nos recomendou spots que tinham tanto de recôndito como de fantástico, pelo que dificilmente conseguiríamos lá ir no âmbito de um pacote turístico. Depois, em NY, o M. foi incansável a levar-nos a restaurantes, bares e discotecas do momento, e a recomendar-nos o que de melhor a Big Apple tem para oferecer (e se ele sabe...). E agora em São Paulo, creio que esta cidade apenas superou de forma estrondosa todas e quaisquer expetativas porque quando não fui orientado pelos colegas de lá, tinha a B. e os seus amigos a levarem-me ao que de melhor a cidade tem para oferecer.



(Mahayana Buddha - o maior Buda de NY, num templo recôndito em Chinatown)


(o "Txacoli de Atxala", um restaurante no alto das montanhas com uma vista soberba sobre Bilbao... lá dentro, o ambiente é o de um chalé, todo em pedra e madeira, com lareiras e muito bom vinho - Bilbao)


E esta é uma regra de ouro: ir e conhecer. Nada de ir para tirar a bela da foto e já está. É para conhecer MESMO, da forma mais próxima que conhece quem lá vive. Conhecer o que não é turístico, a fé, o dia-a-dia, as preocupações políticas e económicas, as tendências artísticas locais com menor projeção internacional...

Desde que me lembro que tem sido assim (o facto de ter um Pai cuja profissão é viajar abriu-me muito estes horizontes)... Recentemente, o maior exemplo disto foi o projeto da Viagem que sempre quis fazer: a Índia. Em 2009 agarrei numa mochila, no Lonely Planet, num bilhete de avião de ida e volta e no G., e fomos atravessar aquele subcontinente de comboio durante um mês sem qualquer reserva ou apoio de operadores turísticos (era tudo decidido no dia em que chegávamos a cada cidade). O resultado foi o esperado: a viagem de uma vida (e a certeza tão grande, quase visceral, de que lá tenho que voltar). E é por isso que me custa ouvir aquelas pessoas que foram uns dias ver o Taj Mahal e Jaipur falar de um país daqueles como se isso, por si só, fosse suficiente.



(não há agência que pague a possibilidade de viajar nas mesmas carruagens que os locais, comer com eles, beber com eles, dormir com eles - no bom sentido, claro... - Índia)

Por outro lado, também tenho tido experiências contrárias que me demonstram que de facto agências não é comigo... Quando em 2010 fui ao Quénia e Tanzânia, fi-lo por agências (sim, venderam-me a história do "ah e tal é muito perigoso e assustador e eles matam e tudo e tudo e com as agências não há imprevistos")... Pois. Graças à agência ficámos sem a mala que continha a maior parte da roupa para aí quase todo o tempo que estivemos no Quénia (sim, é uma coisa fantástica andar a fazer safaris o dia todo, suar como burros e ter uns 3 pares de cuecas e 2 t-shirts para gerir)... para além disso nem sequer vi a quinta da Karen Blixen (diz que não estava no pacote). E mais f&dido fiquei quando, meses mais tarde, conheço um rapaz num jantar que me disse que foi para o Quénia com o irmão sem qualquer pacote turístico, fizeram tudo o que eu tinha feito e ainda conseguiram ver a quinta da outra. Claro que ninguém me tira as cores, os cheiros e o céu de África... mas podia ter sido tão mais enriquecedor.



(as leoas de Mara Simba - Quénia)


Já em 2011, quando a I. me arrastou numa caravana de TT por Marrocos adentro a verdade é que levei um murro no estômago... o percurso não era turístico, tinha sido feito por malta das competições que queria era ir ao interior profundo do país e de preferências pelos trilhos mais arriscados. Eu estava à espera de trazer um feedback semelhante ao da malta que vai uma semana para Saidia, Marrakech ou Casablanca e trouxe algo bem diferente... uma noção de imensidão solene que só aquele deserto consegue transmitir, associada à segurança de conseguir superar-me a mim mesmo (sim, dormir num tapete com aranhas e escaravelhos numa tenda algures no deserto em plena tempestade de areia foi um teste... diferente).



(numa tempestade de areia em pleno deserto - Marrocos)


Viajar é isto. E estou muito feliz por 2012 me ter mantido neste rumo.

(all photos by Backpacker)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Enquanto resistir ao Alzheimer

... e tiver a capacidade de me recordar das coisas nunca mais tenho como imagem de perfil uma foto a comer um gelado.



E não, não era um Calipo: estamos a falar de um simples Magnum de Amêndoa (será que a rapaziada também manda aquele tipo de comentários para o ar quando vê a menina dos anúncios a dizer que é muito bom comer Magnum no Inverno?)...

Porcos.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Os cocós, fluxos de caixa e demonstrações de resultados

"Você já conhece suficientemente o mundo para saber que uma das formas de os adultos tomarem nota de números é apontando-os numa tabela, por exemplo - como no futebol ou no golfe, ou quando a mãe e o pai anotam quem foi o último a limpar os cocós do cão no quintal."

Não. Isto não é o excerto de um livro que estou a ler para um sobrinho antes de o adormecer. Isto é o que ando a ler para ver se consigo perceber alguma coisa das aulas de Contabilidade.

A verdade é que diz que o Mestrado tem uma p#ta de uma cadeira de Contabilidade cujas aulas me fazem sentir que isto que tenho entre as orelhas não é mais do que um vasto espaço amplo e vazio, por onde sopram inúmeras correntes de ar...

A sério, quem é que se lembrou desta coisa demoníaca dos balanços e dos fluxos de caixa??? E de inventar disparates como um gasto não ser o mesmo que passivo??? E depois, diz que tenho à minha frente a última Coca-Cola no deserto em matéria de Contabilidade... a questão é que o facto de o Senhor ser o Supra-Sumo-Gestão-e-das-Contas não o ajuda muito em termos de método pedagógico e ele fala, fala, fala e eu... eu não percebo um c%r#lho.

No entanto, no outro dia uma Colega a quem desabafei a minha total ausência de conhecimento dos mais básicos conceitos desta Cadeira que não é outra coisa que não seja obra do Demo, recomendou-me uma leitura, digamos, mais elementar, que supostamente ajuda casos mais desesperados (sim, criaturas contabilisticamente acéfalas como eu): "O Jogo da Contabilidade"!

Pois é: e é isto que leio agora antes de me deitar... um lindo livro verdinho com bonecos que explica a Contabilidade a partir da história de um menino que tem uma banca de limonadas. E se bem me conheço quando acabar a história vou pensar que já estou apto a fazer um exame para ROC, se for preciso!

Sim, que eu sou o homem que tem uma direção espanhola e que aprendeu a comunicar com eles graças ao "Espanhol para Totós." Que apesar de não falar do número de cocós que cada um apanha também é muito bom.  

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Estava em dívida com o Coelho

Que aqui há tempos tinha lançado umas perguntas para uns quantos bloggers responderem... aqui vai a minha (tardia) participação:

1 - Qual a tua cor favorita?

Azul. Azul no mar, azul no céu, azul nas camisas, azul nas cuecas na noite da passagem de ano. Azul, sempre.

2 - Qual a tua viagem de sonho?

A minha viagem de sonho é andar um mês a atravessar a Índia de comboio só com uma mochila às costas. Ah, espera... essa já fiz em 2009. Bem, está na altura de começar a cozinhar outra "viagem de sonho".

3 - Partillha algo engraçado sobre ti.

Adoro ouvir conversas alheias ou ler mensagens que as pessoas escrevem no telemóvel em locais públicos. E assistir a discussões na rua. É... sou um cusco nato.

4 - Qual a música mais especial para ti? Porquê?

"Dream", dos Cranberries... Porque "my life is changing every day in every posible way"

5 - Se tivesses uma Máquina do Tempo, onde gostava de ir? Porquê?

Adorava ir ao dia em que nasci, o dia mais quente (literalmente) daquele ano, porque sempre quis assistir ao nascimento de uma pessoa fantástica. Se não pudesse ser, então ir ao nascimento do Menino Jesus seria a minha segunda opção.

6 - Qual a tua maior qualidade?

Ter uma força interior desmesurada.

7- Qual o teu maior defeito?

Perder o entusiasmo com facilidade.
8 - Se pudesses mudar algo na tua vida, o que mudavas?

Tinha acertado na chave do Euromilhões na primeira vez que joguei.

9 - Encontras a lamparina mágica e dela sai um génio que te concede um desejo. O que pedirias?

Saúdinha.

10 - Qual a maior loucura que fizeste até hoje por amor?

Já fiz algumas. Mas nenhuma de que me apeteça falar aqui seus cuscos.

11 - Dá um título para o livro que é a história da tua vida.

"Eu não quero parar", obviamente.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A evolução da espécie

Como se não tivesse uma vida já bastante ocupada achei que era uma excelente ideia meter-me num mestrado.

Lá combinei com a Pepper, matriculámo-nos e inscrevemo-nos nas mesmas cadeiras para ficarmos na mesma turma, ainda que com especializações diferentes.

Eu e a Pepper conhecemo-nos no 10º ano: fizemos juntos o secundário e inscrevemo-nos no mesmo curso e na mesma faculdade. Estávamos juntos quando soubemos que tínhamos entrado para a primeira opção e foi juntos que fizemos a nossa matrícula.

Fizemos juntos a licenciatura e fomos juntos inscrevermo-nos na Ordem, onde frequentámos o mesmo curso de estágio.

Como se isto não bastasse, o grau de amadurecimento de ambos é idêntico, senão vejamos: na faculdade tínhamos o hábito de escrever no caderno um do outro quantos minutos faltavam para as aulas acabar ou comentários a gozar com colegas ou professores...

... ora, no outro dia, estava eu a organizar os apontamentos da primeira aula do mestrado quando reparo nos seguintes rabiscos ao cimo da primeira folha:

"fui completamente ignorado" (BP)

"não suporto esta gaja" (Pepper)*

Confesso que não consegui evitar um sorriso, ao pensar que é precisamente o mesmo tipo de escritos que encontro nos cadernos do 10º ano, quando tínhamos 15 anos.

Ah, ter 31 anos e perceber que continuamos os mesmos anormaizinhos.




* a Pepper é uma menina adorável, lol!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A magia tem um som

Começou a tocar eram 21h15. Parou às 23h00, mas apenas para dizer que ia para intervalo, pelo que ainda tínhamos a segunda parte do espetáculo pela frente.

Eram 01h15 da manhã quando terminou. O dia seguinte era segunda-feira: tinha uma reunião do Conselho de Administração às 9h00 e um julgamento às 14h00, que teria que acabar de preparar algures a meio da manhã, mas nada disso importou.

Estava encantado. E acho que ainda estou.

"But You’ll be hearing from me Baby
Long after I’m gone
I’ll be speaking to you sweetly
From a window in the Tower Of Song"



domingo, 7 de outubro de 2012

3 dias em 2 bilhetes




E pelo meio uma sessão de Cinema e outra de Teatro :)

5 de Outubro

Para mim o 5 de Outubro não é mais um dia para estar de papo para o ar. E isso explica-se mais ou menos assim: não sou súbdito. Sou cidadão. E sei que este país não precisa de uma figura paternalista pseudo-orientadora-unificadora-glamourosa: este país precisa é de fraternidade, seriedade e empenho como ferramentas suficientes para o nosso desenvolvimento. Para além disso, gosto de saber que a Lei Fundamental do meu País não outorga emprego vitalício a uma família específica. Hoje bem podem bradar os saudosistas dos reis e das rainhas e das viscondessas e das capas e das coroas e das altezas, que a verdade é que, entre tormentas e ameaças, a República ainda aqui está. E isso enche-me o coração de esperança.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

How the mighty have fallen

Se eu tinha dúvidas de que o mal que as pessoas fazem às outras lhes é trazido todo de volta, ontem ficaram esclarecidas.

Caramba, o Universo não brinca mesmo e alguém está por aí a aprender isso da pior maneira. Mesmo.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Looney toons

Esta semana é das mais curtinhas, e só por isso até se começa com mais facilidade. No entanto, houve algo que suavizou o impacto de segunda-feira: o fim-de-semana que ficou para trás...

SEXTA-FEIRA

No início de 2011 fiz um curso que me permitiu conhecer pessoas muito especiais. Desde então nunca mais nos largámos e temos jantares de dois em dois meses. O último foi na semana passada com direito a uns hamburgueres divinos. Mas não foram eles a estreia do jantar.



A meio do jantar a M. levantou-se foi lá fora fumar um cigarro. Quando voltou esbarrou numa cadeira e, ao contrário do que pensei, não estava alcoolizada: tinha desmaiado. A partir daí foi o disparate completo (nunca, mas nunca mesmo, queiram ter um problema de saúde ao pé deste pessoal): desde gritar no meio do restaurante coisas como "NÃO NOS DEIXES QUE AINDA NÃO PAGASTE A CONTA!", ou "FALA CONNOSCO, DIZ QUALQUER COISA: O TEU NOME! O PIN DO MULTIBANCO!", ou alguém dizer para chamarem uma ambulância e o L. marcar o 911... enfim, houve de tudo. As outras pessoas que estavam no restaurante não sabiam se rir ou entrar em pânico. Terminado o jantar o que é que resolvemos fazer? Ir para o 30º aniversário de uma amiga da N. que ninguém conhecia de lado nenhum, pois claro... Um lindo grupinho de doidos penetras, é o que nós somos.

SÁBADO

Fomos (eu e os amigos mais especiais de sempre) andar de canoa pelo Mondego: há uns tempos tinha falado nisso à rapaziada e lá contactei uma agência para organizar uma tarde de canoagem rio abaixo. Éramos 12 e a mim calhou-me um parceiro bastante hábil com a pagaia, o que facilitou a minha estreia nestas lides. O cenário é encantador e, de facto, como referia o promotor, descer o Mondego ao final da tarde é encantador: o sol do entardecer reflectido no rio, uma ou outra garça a voar à nossa passagem, a serenidade... Quer dizer, isto da serenidade é uma mera suposição porque a verdade é que não houve muita.



Tudo começou com umas salpicadelas de água uns contra os outros. Em breve as salpicadelas transforamaram-se em pazadas de água pela tromba abaixo do pessoal, e por fim, quais verdadeiros idiotas, estávamos todos a virar as canoas uns dos outros, pelo que acabou tudo dentro de água. Claro que terminámos o dia verdadeiramente exaustos (o facto de nos termos comportado como uns animaizinhos deve ter ajudado)... no entanto, ainda estávamos com energia para ir à procura do "Rui dos Leitões" e lá nos banqueteámos (devorámos?) com um belo leitão.

Consideração adicional: "Yes Sir, I can boogie" é uma excelente banda sonora para este tipo de eventos.

DOMINGO

30 anos do E. Ora, o E. é o ex-namorado mais especial de sempre e uma pessoa que tenho a sorte de continuar a ter na minha vida, como um grande amigo. Deu uma festa no terraço dele, que tem uma vista assim-para-o-brutal e que permitiu uma tarde fantástica. Ele continua doido como sempre, o que é bom, porque a vida é tão doida que só a conseguimos levar com muita doideira.


(photo by Backpacker, do terraço do E)


Vou apenas alertar-vos para o facto de haverem por aí pessoas que conseguem fazer do tópico "vocês-acreditam-que-eu-não-sabia-de-uma-caneta-que-me-deram-no-outro-dia-numa-promoção-e-que-só-a-encontrei-ao-fim-de-uma-semana" um assunto para 2 horas? Pois. Medo. E depois as pessoas admiram-se que haja tanta gente a alcoolizar-se em festas. Tenho que falar seriamente com o E: convidar este tipo de gente para eventos num terraço de 7 andares é algo que potencia o suicídio em massas.

E é isto: adoro os lunáticos da minha vida.

sábado, 29 de setembro de 2012

LRW

Está por aí a Lisbon Restaurant Week. Depois de uma surpresa muito agradável com o "Pedro e o Lobo", foi a vez de algo fora da Capital, à beira-mar.

E assim, diz que alguém se lembrou de fazer uma reserva para 2 neste cantinho na quinta-feira e convidar o vosso amigo.

Espírito de iniciativa é sempre um ponto extra. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sábado promete

E não, isto não é uma alusão a "levar na pá."*




*ah, o encanto das expressões ordinárias

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Foi no sábado

E foi tão mágico... "Jazz's sweetest voice"!

E quase me passei quando vi que ela ia encerrar o concerto com o "creepin' in"... era a música a que me agarrava quando estive internado no ano passado, não me perguntem porquê.

Ligava o iPod, punha isto a tocar e o desânimo ia todo embora :)

Ali no Campo Pequeno não houve Dolly Parton (ooooooooooooooooooooooohhhhhhhhhh), mas a miúda conseguiu conquistar a Sala. Oh, se conseguiu.


Aquele momento estranho...

...em que descobrimos que a nossa mãe convidou o nosso ex-namorado para ir passar um fim-de-semana ao campo com toda a nossa família.

Isto não podia ser mais engraçado? dramático? assustador? cómico?... não tenho palavras.

Fica um singelo
LOL.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Amanhã

Seremos nós dois e ela :)

As pessoas

Há aproximadamente um ano entrou alguém na minha vida. Uma pessoa especial, daquelas tão boas que chegamos a duvidar se serão mesmo pessoas.

Começou por me ensinar a baixar as defesas e a voltar a acreditar que nem todos os homens são iguais. Aprendi muito com ele e redescobri o caminho para a ingenuidade e entusiasmo que tanta falta nos faz.

Recentemente, outra pessoa muito especial (não interessa quem), teve um problema grave de saúde que a conduziu de imediato ao internamento. As coisas correram mal e teve que ser encaminhada para outro hospital onde este homem fantástico fez o favor de o receber e de realizar ele mesmo a intervenção necessária. Tem sido imparável: telefona-me a toda a hora, está em contacto com os outros médicos que acompanham o caso e esclarece a minha família de todas as dúvidas que estes casos críticos sempre implicam.

No dia em que ele fez a intervenção conseguiu introduzir-me lá no quarto onde me deparei com aquele homem que andou comigo ao colo e que agora jazia ali numa cama sem sequer conseguir comer sozinho. Arregacei as mangas e disse ao pessoal que lhe dava eu mesmo o jantar. Acreditem: é uma sensação devastadora ter que dar o comer à boca a um homem que nos carregou ao colo na infância e que é uma referência do que deve ser um adulto. Nesse dia saí do hospital completamente de rastos.

Claro que ele nem sequer me deixou ir para casa: levou-me para casa dele, deu-me de jantar e restaurou-me a confiança. Soube há dois dias que o caso, que estava a desenvolver-se com sucesso, teve uma recaída drástica e temos novo internamento nos cuidados intensivos.

Uma vez mais, ele tem sido imparável. Os contactos, as diligências, a ajuda aos colegas, o apoio pessoal...E eu, que não sou homem de dramatizar, tenho tentado aguardar com o máximo de paciência (não há muito a fazer nesta fase). Sinceramente, não sei como tudo vai acabar: tenho esperança e fé de que da melhor maneira. No entanto, independentemente do resultado, uma coisa é certa: a Vida tem-me brindado com pessoas muito especiais.

Também me tem brindado com umas valentes biscas, é verdade. Mas dessas eu tenho sabido livrar-me. 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

domingo, 16 de setembro de 2012

Pout-pourri de cenas

Nos meus anos ofereceram-me um chapéu branco de chulo.

"As cinquenta sombras de Grey" devem ser a maior merda que li nos últimos tempos.

O ar de chulo fica-me até bastante bem.

Li "As cinquenta sombras de Grey" em 2 dias.

Adoro as noites de Verão passadas com os amigos, uma bebida e boa música: e este teve tantas assim.

A palavra mais usada em "As cinquenta sombras de Grey" a seguir a foder é enterrar. E não é num sentido agrícola.

 Li "A Queda dos Gigantes" e adorei: o melhor romance histórico que li desde "Por amor da Índia" ou "A valsa inacabada" de C. Clement.

A espertalhona da E.L. James consegue escrever naquele estilo "Mummy Porn" criando um roteiro mais do que prevesível mas que nos deixa com um "bichinho" a querer saber o que virá a seguir.

Gelado regado com Gold Strike é bom. E uma forma docinha de apanhar um pifo.

Vi o "2 dias em Nova Iorque" e achei delicioso como ali se transparece a visão que os americanos têm dos franceses.

Pela primeira vez na vida fui ao Festival do Sudoeste!

Aposto que a trilogia de Grey não termina sem que os protagonistas fiquem juntos. E ela seja enrabada.

Ouvi o Eddie Vedder ao vivo... foi lindo cantar com ele "Better Man" ou "The long road" debaixo daquele imenso céu alentejano.

Pela primeira vez na vida fui à Feira da Ladra.

"O Filho de Mil Homens" é fantástico: realismo mágico em Português.

Tenho que me mentalizar de que, venha o que vier, não compro mais nenhum livro da trilogia de Grey.

Finalmente comprei um novo par de óculos de sol: a escolha recaiu na Vilebrequin, e recaiu muito bem.

Ally Mcbeal.

Amanhã começo as aulas do Mestrado.

Mal posso esperar pelo dia 18 de Setembro para comprar "O Inverno do Mundo", segundo volume da trilogia do século, do Ken Follett.

Encontrar casa é um tema que, por si só, dava para todo um blog.

A Remax está longe de prestar um bom serviço.

Pela primeira vez extraviou-se-me uma encomenda da Amazon.

Caipirinha de maracujá.

É isto.

sábado, 15 de setembro de 2012

Dura Lex sed Lex.

"Estes encontros acabavam invariavelmente em festas de bebedeiras descontroladas, com comportamentos que eram embaraçosos e impossíveis de esquecer. Pega-se num monte de advogados exaustos, junta-se bebida e o resultado não é bonito."

John Grisham, "Os Litigantes"

Ia jurar que o bom do John esteve connosco em São Paulo.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eu não quero parar. E isto é muito mais que o nome de um blogue.

O telefone toca, tenho o C. à espera para irmos correr - "É um instante" - e atendo. Do lado de lá oiço aquela voz calorosa, com sotaque "porteño": "Hola guapetón, qué tal?" É da Argentina.

De imediato sou transportado de volta para São Paulo.

Foi uma semana mágica e que deixa saudades, a par de novas pessoas na minha vida, daquelas a quem passei a querer tanto em tão pouco tempo, que me chego a assustar com a brusquidão com que tudo aconteceu.

O Brasil foi uma experiência extraordinária em todos os aspectos: no campo profissional foi de uma exposição e reconhecimento totalmente inesperados. Foi o assumir-me como responsável entre os pares que representam os outros países. Foi o perceber que estou no caminho certo, o receber um sem-fim de feedbacks positivos, mas também de uma avaliação directa e assertiva que me permitiu perceber que ainda tenho muito para aprender e crescer. Foi uma projeção internacional que me permitiu poder começar a planear um futuro em outros dois países, se o Projeto em Portugal não correr bem.

Para além disso, a minha Diretora ofereceu-me 4 dias de férias por lá com tudo pago (e se eles foram bem aproveitados), que me permitiram matar saudades de uma amiga muito especial, fazer novos amigos e conhecer a cidade pelos olhos dos Paulistanos (nada de experiências turísticas, blarrghhh)... Tantos os amigos como os colegas resolveram levar o menino a experimentar o que de melhor a cidade tem e foi A LÓCURA: restaurantes SUPER (recomendações: "Brown Sugar", "JAM", "Bar do Samba" ou o encantador "Paris 6"), bares, discotecas (ah, a "Lions"...) e o que de melhor é produzido nas vinhas chilenas e argentinas.

São Paulo é uma cidade vibrante, cosmopolita, cheia de cultura (o MASP é imperdível, e quem lá for por estes dias pode ver quase toda a obra de Caravaggio numa exposição de nos deixar com a cara à banda)... enfim, uma espécie de Nova Iorque tropical: recordou-me tanto as férias de há 4 meses! Apesar de ainda ter muitos problemas por resolver (trânsito, pobreza,...) já tem tanto para dar. 

Passear por aquelas ruas é uma dose de adrenalina, seja pelo glamour da Oscar Freire (ah, o que eu me estraguei no A. Hercovitch e Cavalera) ou pela agitação da Paulista. E depois as pessoas são tão bonitas, cosmopolitas e cheias de vida!

Os dias de férias foram passados com a B. e com o grupo de amigos que me apresentou (they party hard!) e os de trabalho com aquelas pessoas tão fantásticas, que aplicam tanta intensidade no labor como na diversão (não houve noite em que não saíssemos todos até de manhã: parecia que estávamos de volta à faculdade, AHAHAHAHAHAH!). A cachaça que aquela rapaziada trouxe de volta no bucho... e as dores nos pés de tanto dançar. E, num registo mais piegas, as saudades (cada vez que me lembro da miúda do Panamá a chorar na última noite...)...

E depois, claro, a história luso-argentina. A verdade é que fomos ambos os primeiros a chegar e os últimos a partir. Éramos também os únicos a estar em quartos no mesmo piso. E somos tão parecidos (tanto, mas tanto): houve logo um aproximar completamente espontâneo como se nos conhecêssemos anos.

Enfim, continuamos a conversa ao telefone, e volta a insistir que nos temos que ver em Buenos Aires brevemente. Despeço-me e garanto-lhe que vou chatear muito nos próximos tempos: digamos que parece que agora há uma espécie de relação de protecção entre a Argentina e Portugal. "Hasta mañana", e desligamos.

O regresso a São Paulo irá seguramente acontecer.



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ai...

Acabo de receber o e-mail com o detalhe do Encontro Internacional. Tem duas (muito) más notícias e uma notícia promissora...

MÁS

1. O representante de cada país tem meia-hora para fazer a sua apresentação. Sabe-se lá por que raio de inspiração divina (ou demoníaca), a de Portugal (portanto, este que vos escreve) tem UMA HORA.
2. O programa das festas é um pesadelo para quem tem dificuldade em escolher a roupa para enfiar numa mala (portanto, uma vez mais, este que vos escreve). Não deve haver evento que implique roupa diferente que não esteja contemplado: jantares informais, jantares casual-formais, reuniões e apresentações, jantares formais, passeios turísticos e SAMBA (sim, até a p*** de uma noite de samba tinha que aparecer... e todos sabemos como é difícil sambar de fato e sapatinho). Mas é suposto eu levar uma mala ou fretar um contentor?



PROMISSORA

Digamos que tem sotaque "porteño". E, tal como eu, ficará por lá mais uns dias depois de todos os outros regressarem.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Meu coração faz txica txica boom txi

Então diz que o menino vai atravessar o Atlântico já no fim-de-semana para passar uma semaninha no lado de lá: 2 dias para apresentar aos Diretores Internacionais os resultados do seu trabalho na filial portuguesa no último ano e os outros 4 para passear.

É verdade: a minha Diretora é tão fofa que me disse que é demasiado cansativo atravessar o Atlântico apenas por 2 dias de trabalho e autorizou-me a tirar uns diazinhos com hotel e despesas pagos por eles!

E a curiosidade é mais que muita: não só pelo metrópole em questão, como pela experiência e exposição em termos profissionais (aqui também se associa bastante nervosinho miúdo, confesso) e pela possibilidade de, uma vez mais, estar com a B... passámos 3 anos sem nos vermos e agora vemo-nos 2 vezes no mesmo ano (a primeira vez foi em Bilbao)!



(um thriller judicial e um porta-fatos para evitar mazelas nas fatiotas: this boy is ready to go!)

E agora é começar a preparar a bagagem (se fazer malas já é o drama que é quando vou de férias, vai ser um pesadelo agora que implica férias e trabalho) e a literatura para 19h00 de avião (9h30 para cada lado).



"It's like America. But South!"
(Ellie, "Up")

Gente doida, desafios e o que de mais importante existe no mundo

Conhecemo-nos com 11 anos: ela era uma miúda bem mais inteligente que a maioria das crianças, com um sarcasmo fantástico e um sentido de humor genial. Foi amor à primeira vista: ficámos amigos e nunca mais nos largámos.

Íamos juntos de casa (era minha vizinha) para a escola, para a catequese, para a missa e para onde quer que tivéssemos que ir. Quando entrámos no Secundário seguimos rumos diferentes: eu segui para Humanidades, em busca do meu objetivo de ser advogado e ela seguiu para Ciências em busca de seguir qualquer objetivo que não fosse o que o pai tinha para ela.

Com horários diferentes, já não fazíamos tantos percursos casa/ escola juntos, mas a amizade ficou a mesma. Entrámos para a Faculdade e lá nos íamos encontrando de forma mais espaçada em festas de aniversários de um ou outro ou em convívios de amigos em comum. 

No fim da Faculdade empenhei-me de corpo e alma na carreira que estava a começar, enquanto ela trilhava um caminho seguro e apaixonado pelo mundo da política. Nessa altura reaproximámo-nos, quando me tentou introduzir no meio, apesar de eu ter revelado pouca aptidão para essas lides. E mesmo em rumos diferentes a verdade é que me parece que dificilmente nos venhamos a separar.

Ela é a pessoa mais direta que conheço, o que me tem valido valentes vergonhas em ocasiões sociais quando faz perguntas daquelas-que-não-lembram-ao-camandro ou dá respostas desarmantes. Também é uma pessoa ultra segura e corajosa, características que acompanha com igual dose de loucura, o que continua a assustar-me, confesso. E, no entanto, no meio do tumulto de mulher que é, tem também dos melhores corações que Deus colocou na terra.

Se, por um lado, teve a diplomacia de me dizer que a melhor coisa que eu podia fazer era pôr fim ao namoro logo na primeira vez em que lhe falei da minha última cara-metade (sim, mesmo naquela fase em que estamos todos entusiasmados... é tão típico dela!), a verdade é que por outro lado, assim que soube que, tal como ela me tinha avisado, as coisas não funcionaram e eu estava completamente em baixo não abriu a boca com um "eu bem te avisei". Pelo contrário, telefonou-me e disse: "Este ano és tu o meu co-piloto na travessia por Marrocos. Eu quero ter companhia e tu precisas de te levantar."

E se ela tinha razão... entre dunas, tempestades de areia, noites no deserto, calor, frio, nevões, curvas, cascalho, gargalhadas, arranhões, conversas pela noite dentro e dores nas costas a verdade é que ela me trouxe de volta a Lisboa feito um novo homem.

Ora, no fim-de-semana passado, estávamos os dois a jantar no Bota Alta, ali no Bairro, quando ela inesperadamente (uma vez mais, tão típico!) abre a mala com um novo desafio (que desta vez não envolve uma caravana de jipes) e saca de um envelope que diz "PADRINHO"!



Uma vez mais o desafio foi aceite (com o coração bem cheio): parece que 2012 não acaba sem um novo casamento e uma nova afilhada (já daqui a 2 meses!!!).

Pessoas fantásticas que nos enchem o coração... como seríamos nós felizes sem elas?

sábado, 25 de agosto de 2012

E já que estamos numa de casamentos

O fim de semana seguinte destinou-se a outro casamento ainda mais a Sul, na Quinta do Lago.

A semana entre casamentos foi bastante puxada: entre serões a despachar uma data de pareceres para enviar para os 4 cantos do mundo e uma sardinhada que só terminou perto das 6h da manhã (ficará para a história) acabei por só domir uma média de 3h por noite.

Ainda por cima na sexta-feira quando me meti ao caminho já saí tarde de Lisboa, o que, somado ao cansaço acumulado, me originou dois valentes sustos: o primeiro, quando adormeci na A2 e guinei o carro para a direita, acordando com a fricção do pneu nos separadores, e o segundo quando adormeci (de novo na A2) e guinei o carro para esquerda bem em direcção ao rail... desta vez valeu-me o condutor do carro de trás que buzinou como se não houvesse amanhã e me fez abrir a pestana (sim, que só nas histórias é que a malta precisa de um beijo para acordar... levasse a outra com um buzinão nos abanos e a ver se dormia aquele tempo todo). 

E não foi por não tomar as medidas adequadas: vidros abertos, música aos berros, 5 cafés pelo caminho... you name it. Só me faltou mesmo a pausa para dormir, mas essa não pôde ser cumprida desta vez porque tinha alguém à espera em Faro. Por isso ainda não é desta que me dedicam a "Tem cuidado ó emigrante" no velório, mas ficou a lição: não me parece que me vá voltar a meter noutra.

E agora vamos ao ao que interessa: a boda.

Antes de mais e para dar já cabo do suspense: ninguém atirou o bouquet (até porque não existia... noivos e padrinhos tinham todos uma orquídea ao peito e não havia cá mais flores para ninguém). A cerimónia foi muito bonita, discreta (não, não ia nenhum vestido de branco: os dois iam de fato de casaca escuro) e emotiva: quando vi um matulão com lágrimas nos olhos a prestar os votos ao outro nem eu me segurei... sim, chorar num casamento de pessoas que não se conhece de lado nenhum é para lá de ridículo, eu sei... mas, pá, ver ali o homem sem se conter à frente do outro foi o trampolim para a choradeira. Por sua vez, a meu lado o I. ria que nem um perdido enquanto me via ali em prantos pelos desconhecidos.

Já no copo de água, deu para perceber que a malta da Quinta do Lago leva a coisa a sério... o espaço é encantador e a bebida... bem, eu sei que meia-hora depois já falava com meio mundo e ria com o outro meio.

A dada altura reparei numa figura muito interessante que também parecia estar ali sem conhecer muita gente (vim a saber que era ex-namorado de um dos noivos). Ora, estava eu a beberricar (mais) um espumantezito e a pensar algo do género "ah-e-tal-com-este-era-até-ao-altar", quando a própria da figura se aproxima e me pede para lhe tirar uma fotografia porque não conhecia mais ninguém e não tinha quem lha tirasse.

Eu lá lhe tirei a foto (ah, e tantas mais coisas que eu lhe podia ter tirado) e ficámos ali à conversa... ele tinha sentido de humor e disse que já tinha reparado em mim e na velocidade em que eu virava flutes (o sentido de humor é um "plus", certo?). Às tantas ele já se agarrava às gargalhadas e dizia que se eu comesse tanto como bebia ia dar prejuízo à Quinta... oh, um rapaz tem que beber coisinhas frescas para combater o calor. Enfim, foi um fartote de rir até que chegou a altura de nos dirigirmos cada um à sua mesa.

Por motivos de trabalho o I. teve que sair a meio do jantar e só regressou já depois da pista abrir... Ainda assim a rapaziada foi muito acolhedora e diverti-me imenso naquele intervalo. Música animada, álcool e malta gira: não foi preciso grande esforço.

Um apontamento: agora eu percebo porque é que as minhas amigas sem namorado gostam de ir a casamentos... aquilo é um maná para os solteiros se conhecerem. Como se tratava de um casamento "de vanguarda" a rapaziada não tinha grandes pruridos em meter conversa com alguém que lhe parecesse mais simpático, o que não sucederia num casamento tradicional. E eu saí de lá com um nº de telefone novo. Não era da figura da foto... essa afastou-se quando percebeu que a figura do telefone se antecipou e me convidou para dançar.

Quanto ao resto foi tudo igual: as prendinhas para os convidados, o abrir o bolo (não, não usei o verbo "partir", que isso seria um humor muito fácil neste contexto, oh badalhocos) e as despedidas com os votos de felicidade e o "se precisarem de alguma coisa avisem, ok?"... mesmo quando não têm nenhum contacto nosso porque somos completos desconhecidos que apenas caímos ali para fazer companhia a um amigo (e porque adoramos casamentos).

E assim terminou aquele que eu pensava ser o meu último casamento de 2012. Mas isto fica o próximo post.



(foram vários destes que me valeram a alcunha de "seca adegas")

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Têm a honra de convidar V. Ex.ª para o evento mais gay em que jamais participou

Bem... a ausência foi prolongada, eu sei, mas a verdade é que isto não tem sido calmo. O trabalho tem sido sempre a somar, o que não é mau de todo porque o reconhecimento tem sido proporcional às responsabilidades.

Por outro lado, houve o concerto da Madonna em Coimbra (com direito a estadia na Quinta das Lágrimas), casamento da minha afilhada, o casamento "vanguarda", inúmeros jantares e festas, as férias, o meu aniversário, uns diazinhos no Porto, mais férias... enfim, uma roda-viva daquelas.

Vamos então ao casamento da Afilhada:

Foi simplesmente fantástico. O Convento fez juz à fama que tem: é um espaço encantador, que combina elegância e serenidade de uma forma perfeita. A Afilhada estava arrebatadora e eu fui um piegas logo que entrei na suite pela manhã para lhe dar um beijinho antes do evento... Acho que sou abençoado com amigos fantásticos. A sério que sou. Pessoas corajosas, loucas e inspiradoras que tornam esta vida bem mais fora de série. E esta noiva em especial ocupa um lugarzinho muito próprio: foi uma das primeiras pessoas que conheci no primeiro dia de aulas na Faculdade de Direito... entrámos um na vida do outro e nunca mais saímos.

A cerimónia teve direito a um padre meio doido, e seguiu-se a pausa para aperitivos no claustro antes do repasto. A cumplicidade Noiva/ Padrinho esteve presente na escolha do separador para mesa do Padrinho (a mesa dos noivos só contava com eles e respectivos pais), num momento em que a Noiva se lembra que era uma boa ideia gozar com um pormenor do meu passado que, em tempos, nos deu muito que rir. Naquele dia também. Os restantes convidados é que não perceberam muito bem a ideia... mas também foi melhor assim.

Quanto ao cocktail, a equação foi a seguinte:

Calor alentejano + vinhos alentejanos (em muito bom) + colegas que não via há algum tempo + amigos de sempre + a alegria de ser o Padrinho... o resultado é óbvio, não é?

No entanto, a grande surpresa veio a seguir ao jantar. A música esteve a cargo de um amigo que já tinha sido o DJ da festa dos meus 30 anos e que sabe cativar o pessoal numa pista de dança como poucos. Ora, a malta já havia dedicado um amplo período aos vinhos daquela terra abençoada, pelo que a boa música meteu a rapaziada toda na pista a dançar como se não houvesse amanhã... A surpresa: um dos convidados entrou em modo "agarrem-me-ou-eu-vou-animar-esta-festa-até-patamares-insólitos". E eles foram atingidos. Oh, se foram.

Apenas digo duas coisas: (1) nunca tinha estado num casamento em que TODOS os convidados tivessem que dançar descalços (sem meinha e tudo) e a pularem como se estivessem num concerto dos Xutos e (2) foi o evento mais gay em que já participei, AHAHAHAHAH!

Por fim veio uma noite de merecido repouso naquele Alentejo tão especial, para regressarmos a Lisboa no dia seguinte de coração cheio. Por muito cansados que estivéssemos a verdade é que já deitados continuavamos a recordar a loucura daquela festa. E outra grande verdade é que nunca fui tão apalpado como naquela boda alentejana... Ah, o que o menino gosta de ser o Padrinho.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

O bouquet do noivo


A, no exercício das suas funções, salva a vida a B.
B fica-lhe muito agradecido e convida-o para ir ao seu casamento com C.
Como A não conhece B e C, estes dizem-lhe para levar alguém.

Backpacker adora casamentos (aliás, vai ser padrinho de casamento no fim-de-semana anterior) e por isso nem pensa duas vezes quando A o convida para ir com ele (B e C são dois rapazes e Backpacker andava mortinho para ir um casamento de vanguarda).

E pronto, é isto: daqui a umas semaninhas tenho o meu primeiro casamento de vanguarda, bem a Sul, num espaço que também andava mortinho por conhecer (não divulgo aqui porque não cometer nenhuma inconfidência com os noivos que ainda nem conheço)! No princípio pensei que era meio estranho ir ao casamento de desconhecidos, mas a verdade é que os argumentos a favor são mais que muitos:

a) não é assim tão diferente de ir ao casamento daqueles primos que são filhos dos primos dos nossos pais (como a família é grande já fui a muitos deste tipo em que nunca tinha visto os noivos);

b) é um casamento de vanguarda;

c) é num sítio fantástico que andava mortinho por conhecer;

d) as probabilidades de conhecer gente gira e interessante são mais que muitas;

e) vou passar um dia a comer, beber, dançar e na companhia do A, de quem gosto muito e que já não vejo há algum tempo.

E agora a pergunta que se impõe: SERÁ QUE VÃO ATIRAR O BOUQUET??? A verdade é que sempre achei injusta esta história de só haver esperança para as solteiras e os homens ficarem de fora, por isso espero bem que o façam. Não acho nada bem que apenas exista um ritual que traga às encalhadas aquela resteazinha de esperança de que, se conseguirem agarrar aquele pequeno item (nem que para isso tenham que vazar um olho ou partir dois dentes às rivais) têm um casamento assegurado... e os homens? 

Levamos um charuto e uma palmada nas costas, é isso? Pois, que o charuto vai fazer-me muita falta quando eu precisar de alguém que me ajude a carregar um sofá ou que vá preparando o jantar nos dias em que chegar mais tarde a casa... 

Nada disso: rituais para nós também, faxavor! Mas já que é para criar tradições, o prazo do bouquet para solteiro pode ser maior, ok? Não precisamos de casar logo no ano seguir... Quem diz no ano a seguir diz nos 5 anos a seguir, pode ser?