sábado, 4 de fevereiro de 2012

Eu não quero parar... mas alguém vai ter que ler aquele contrato

Ando há dois dias para analisar um contrato de 500 páginas em Inglês (pronto, não são bem 500... mas têm a mesma densidade!).

Ontem, em desespero de causa e a caminho do trabalho, quando me apercebi que havia um acidente na estrada e que ia estar uns momentos ali no trânsito, saquei da papelada, do marcador e de um lápis e vai de procurar a palavra mágica (sim, quando algo corre mal num contrato destes a solução está numa única palavrinha: "liability"). Nada. A única coisa que ia conseguindo era causar um segundo acidente e um ataque de (ainda mais) stress aos outros condutores naquela sexta-feira de manhã.

O dia foi passado na correria do costume e o dito contrato, pousado a um canto, lá me estendia os braços pedindo que o possuísse logo ali em cima da secretária (assim mesmo, à "Atracção Fatal"). Nada. Quando fui chamado para expor a análise de riscos mandei uns bitaites do tipo "ah e tal e temos que ponderar e o frio que tem estado e sei que lá para a América também têm tido muito trabalho" e remeti resultados concretos para segunda-feira.

Mas daqui a bocadinho vou apanhar o comboio para o Porto (sim, diz que o fim-de-semana promete) e o Alfa oferece 4 possibilidades:

A. Estudar o cabr*" do contrato;

B. Tentar acabar de ler o "Guerra e Paz" (eu devia estar com o juízo a arder quando decidi que não ia passar dos 30 anos sem o ler);

C. Começar a ler "These Foolish Things", da Deborah Moggach (opá, chegou ontem pela Amazon e eu estou-lhe cá com uma vontade... e para além disso faltam 2 meses para o filme que se inspirou nele estrear no UK - link para algo imperdível mais abaixo - e eu quero vê-lo só depois de ler o livro);

D. Ligar ao M., que vai no mesmo comboio e ir ter com ele para algumas horas de amena cavaqueira.

A minha avó sempre me disse: "guarda que comer, não guardes que fazer". Mas eu vou guardar só um bocadinho... só até domingo à noite, que também é uma altura muito boa para se estudar.

E agora, preparem-se para uma amostra de um filme que promete ensinar muito sobre a vida, as expectativas e o envelhecer. E que se passa no país mais fantástico do mundo:



5 comentários:

X disse...

Vive! Adorei a treila.

pinguim disse...

Imagino o prazer que o filme e o livro te trarão...

Speedy the Turtle disse...

tentei ler o "Guerra e Paz" há uns anos e não consegui. Talvez volte a tentar... daqui a outro punhado de anos.

um coelho disse...

Por acaso comecei a ler há dias o “Nocturno Indiano” de Antonio Tabucchi, que despertou em vários amigos o desejo de ir à Índia.

Backpacker disse...

X: estou tão mortinho por ver...

Pinguim: pois... estou ansioso :)

Speedy: opá, tu não me digas essas coisas que eu preciso é de reforços positivos!

Coelho: a Índia é "O" destino. Sempre.