sábado, 17 de dezembro de 2011

A ballad for backpacking

Esta semana resolvi suprir uma lacuna cinéfila e dedicar um serão ao clássico "Thelma and Louise".... Nunca o tinha visto deixem-me que vos diga que é um filme daqueles que arranham o coração.

Fiquei preso a toda a dinâmica deste hino à liberdade: a imagem da fuga de uma realidade medíocre mesmo que seja em direcção ao nada, a exposição da ideia de que apenas abusam de nós na medida em que deixarmos, as viagens de carro por cenários selvagens (parece-me que há aqui uma clara metáfora... estas miúdas não conduzem por ruas acanhadas e pejadas de gente) e por fim, a cena brutal em que aceleram em direcção ao abismo, optando por esta liberdade extrema e renunciando aos grilhões que lhes oferecem.

E depois... bem, depois há esta música que não consigo tirar da cabeça: acordo e adormeço às voltas com ela. Há-de ter sido algo assim que senti há alguns tempos quando resolvi atirar com uma mochila para a bagageira do jipe da H. e fomos atravessar Marrocos durante 15 dias numa caravana todo-o-terreno. Deve ter sido algo assim que me fez arrancar para a Índia com uma mochila às costas e passar um mês a atravessar o País de comboio.

Deve ser algo como o que descreve esta "Ballad of Lucy Jordan" que me faz querer sempre mais.

The evening sun touched gently on the eyes of Lucy Jordan
On the roof top where she climbed when all the laughter grew too loud
And she bowed and curtsied to the man who reached and offered her his hand,
And he led her down to the long white car that waited past the crowd.

At the age of thirty-seven she knew she'd found forever
As she rode along through Paris with the warm wind in her hair ...
Isto é sublime, não é?



5 comentários:

um coelho disse...

Sublime é pouco, o filme, a banda sonora, o espirito...

Backpacker disse...

O espírito é bom (tirando a parte de matar e roubar, lol)...

Anónimo disse...

Sublime, de facto :)

pinguim disse...

Foi mesmo suprir uma lacuna grave, pois é dos grandes filmes que já vi na vida...

Backpacker disse...

Epá, não me faças sentir burro (mais), lol!